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QUEM SOU ESSA?


rio, 23/02/2007


não há dúvidas.

não há dúvidas

voltar é ir.

ir é ficar,

escolher é dividir,

amar é partir.


não há dúvidas.

a vida segue

o tempo grita

a saudade é suspeita

a saudade suspende...


e sol se vai.

sempre e sempre e sempre...


tão longe fica.

esse sol que sempre volta....


esse mar amar

que não escolho,

acolho.


essa paisagem que é do peito

e não do olho...


e é única. mutável mas única...


escolha é renúncia.

não há dúvidas.

não há dúvidas...





Escrito por maria roberta às 01:03:01
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.água de nós.

 

Depois do depois das palavras honestas

Saímos pro banho de nós dois

Água que limpava nossa pele

E derretia nossa história.

Pelo ralo, a dor...

Sorrimos como de costume,

Molhamos nossos beijos,

Nos enxugamos um no outro...

E depois do perfume,

Depois de exaustos e limpos

Nunca mais nos vimos.

 

Nosso amor nunca suportou clareza.



Escrito por maria roberta às 00:13:57
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testando

 

e agora? e agora?

 fui dar minha cara a tapa e não gostei!

fui no "ação" e quis virar nuvem!

 e agora? e agora?

agora maquiagem é só pra festas?

agora vai ser tudo aqui  atrás?

e o tudo? e o tanto?

e o que já sei?

fui dar minha cara a tapa.... eu fui!

e não gostei.

 



Escrito por maria roberta às 23:08:27
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- oi minha filha.

- oi mãe.

- como você está?

- não sei. não tenho a menor idéia.

- ...

- devo estar bem.

- não tem falado com você ultimamente?

- não. só pelo orkut.

 



Escrito por maria roberta às 00:51:21
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resolvi parar pras palavras. resolvi apesar do sono.

é um alívio que pressiona. é uma dor tão alegre.

resolvi parar pra palavras.

as escritas minhas de sempre. as de nunca.

preciso falar de amor e não posso.

o arco-íris derrete fora daqui e ar gelado de dentro grava as falas da memória.

é tudo flor. é tudo flora.

é tudo fora.

e dentro: uma menina pequenina bem grande que respira todo o sonho que sonhou e todo reveillon de si mesma que vem logo - logo.

independente do tempo que  vai embora.

independente do tempo que faz lá fora.



Escrito por maria roberta às 00:49:12
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ponto. pronto. 

quem conta um conto aumenta um ponto.

PONTO. eu não posso aumentar nada.

.na.da.

ponto.



Escrito por maria roberta às 11:03:21
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.psicossomática.

 

Eu plantei um sol.  

não assinei a descoberta.

mas eu plantei um sol

a vida tá vento forte

mas eu plantei um sol

as imagens se derretem

mas eu plantei um sol

caminho perdida no escuro

mas eu plantei um sol

desisti de meu próprio muro

mas eu plantei um sol

o tempo não anda me deixando tempo

mas eu plantei um sol

o beijo se despediu no vento

mas eu plantei um sol

corro sem saber pra onde

mas eu plantei um sol

sou empática da angustia alheia

mas eu plantei um sol

vejo no outro a garganta cheia

mas eu plantei um sol

escrevo sem caneta e papel

mas eu plantei um sol

olho o cinza do meu céu

mas eu plantei um sol.

um sol...

um sol...

um sol...

sete. foram sete.

 



Escrito por maria roberta às 10:59:48
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E setembro chega. É verdade, chegou! já faz tempo, eu sei. mas só hoje sem tempo doido de relógio que posso começar a sentí-lo. Chegou. O que seria de setembro? Setembro depois de agosto? Nada aconteceu. Tudo aconteceu. tanto por esperar, tanto por decidir... E nada acontece quando chega setembro. Nada além do tudo que muda. Dentro, fora, junto. Das expectativas sobram as vontades e a certeza do vento natural da vida. Sobra a luta, o merecimento, as dores que chegam... mas principalmente chegam as dores que se vão... Maturidade que trata de saudades tortas, de buscas sem foco, de presentes cansados. Outra relação com saudade, com elos, com vínculos. Naturalmente o coração enxerga.  Maturidade que leve chega... para então , num setembro qualquer como esse, ser natural aqui dentro. Naturalmente, como deve ser. (amém).  Um ano se passou daqueles dias cinzas, das angústias em versos, dos silêncios mal-tratados. Um ano do cabelo novo, do mal tentando ser cortado pela raíz. Um ano e mais dos dias no escuro. Das impossibilidades, das saudades tortas. Setembro chega, ele chega... para me ver vestida de outros poemas. 

É feito de pedra o mundo. Mas os ventos chegam leves para derretê-lo sem fazer das dores, esquecimento.Apenas leve. E de tudo que seria, nada. E do que é, surpresas,  presentes e malas ainda vazias. Sol de primavera... 

Na volta,setembro nem mais será. O que será?

 

Sol de Primavera

Flávio Venturini

Composição: Beto Guedes e Ronaldo Bastos

Quando entrar setembro
E a boa nova andar nos campos
Quero ver brotar o perdão
Onde a gente plantou
Juntos outra vez...

Já sonhamos juntos
Semeando as canções no vento
Quero ver crescer nossa voz
No que falta sonhar...

Já choramos muito
Muitos se perderam no caminho
Mesmo assim não custa inventar
Uma nova canção
Que venha nos trazer...

Sol de primavera
Abre as janelas do meu peito
A lição sabemos de cor
Só nos resta aprender
Aprender...

Já choramos muito
Muitos se perderam no caminho
Mesmo assim não custa inventar
Uma nova canção
Que venha trazer...

Sol de primavera
Abre as janelas do meu peito
A lição sabemos de cor
Só nos resta aprender
Aprender...

 


Carinho meu a quem mesmo depois de tempos, continua aqui pergutando comigo: quem sou essa?



Escrito por maria roberta às 00:52:06
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